eu
vejo dormir o cão
que eu queria ser
a
fome do cão
que eu queria ser
eu queria
sentir
na terra
de lodo
ferrugem e lama por
onde rasteja o
olfato
o
cão não sente nojo
rasga
o cão a própria carne
ferrugem e lama por
onde rasteja o
olfato
é cego quando velho
rio sem água
se esquece de um
trauma
o retorno do dono
de afazeres nem
dorme menos do que
necessita não
conta os livros que leu nem
pensa no que vai
escrever
morre e
escolhe o
lugar
faz questão de
demonstrar
do cão
existe é na gente
ítalo puccini